"SINTA-SE EM CASA!"

Olá! Seja bem-vindo (a) a este espaço de reflexão, diálogo e crítica. Que a palavra (lógos) aqui proclamada possa ser realmente uma força tranformadora em cada homem e mulher deste chão. PAZ E BEM!

“NÃO JULGUEIS PARA NÃO SERDES JULGADOS” (Mt 7, 1)


Amados irmãos (as) desta Bahia de todos os santos, mas, sobretudo, desta Bahia daquele que é santo, santo, santo, três vezes santo, Nosso Senhor Jesus Cristo.
O encontro com a Palavra do Senhor nos faz pensar e repensar sobre nossos pensamentos, palavras e atitudes para com o nosso irmão. Hoje, Jesus nos chama atenção acerca do julgamento: “Não Julgueis para não serdes julgados (Mt 7, 1).
Ao escutar este mandamento de Jesus, recordo-me de uma história que nos permite compreender como o ato de julgar é perigoso. Numa época em que tudo ou quase tudo era novidade, existiam três pessoas que nunca tinham visto um espelho. O esposo de uma delas foi trabalhar em São Paulo. Depois de um longo período de trabalho, resolveu mandar um presente para a esposa. Hora, tendo ido ao shopping da cidade se deparou com um espelho. Porém, sem saber o que era, olhando para o mesmo, disse: “Que pintura bonita. Deve ser de um artista muito famoso”. Sem demoras, comprou o espelho e enviou à sua esposa. Ao receber o presente, ficou muito feliz. Porém, ao abri-lo disse: “Cabra safado, mentiroso. Inventou de trabalhar em São Paulo para procurar outra mulher e ainda teve a ousadia (cara-de-pau) de enviar a foto dela”. Decepcionada, chamou sua mãe para ver o presente. Ao olhar no espelho, disse sua mãe: “É verdade minha filha. Mas não se preocupe, porque além de ser velha é feia”
A história desses três personagens não morreu num passado longínquo, mas continua ainda hoje. Esse homem que se encantou com sua própria imagem, continua vivo dentro de nós, quando temos olhos para perceber somente nossas próprias qualidades. Dentro de mim e de você, essas duas mulheres continuam vivas quando, diante do espelho que é o irmão, imagem e semelhança de Deus, não somos capazes de reconhecer sua beleza, sua bondade, mas somente os seus aspectos negativos. Essas duas mulheres continuam a falar em nós quando julgamos os sentimentos e intenções contidos no sacrário interior daqueles com os quais partilhamos a nossa existência.
Não precisa forçar nossa memória, mas, quem não já emitiu um julgamento falso a respeito do seu irmão? Quem nunca proferiu sentenças condenatórias contra o outro que fracassou? Nem sempre permitemos que o irmão caído tenha outra chance. Pelo contrário, nos autodenominamos juízes dos irmãos, colocando-os no banco dos réus, emitindo contra eles a mais dura sentença.
O julgamento é uma arte maligna que fere, agride, rebaixa a minha dignidade e a do outro e transgride a lei maior que é o amor. Quando julgamos tomamos para si mesmo a posição de Deus. Somente ele, pode julgar, porque conhece o mais íntimo de nós mesmos. O apóstolo Tiago (4, 12) diz: “Só há um legislador e juiz, a saber, aquele que pode salvar e destruir. Tu, porém, que és para julgar o teu irmão?” Quem somos nós para condenar o irmão pelos seus defeitos quando muitas vezes aquilo que nós percebemos e condenamos no outro é a nossa própria imagem que desconhecemos ou não queremos aceitar?
O verbo julgar não deve pertencer ao dicionário do cristão e jamais deve ser conjugado na sua vida. O Julgar não deve ser a nossa especialidade de cristãos. Pelo contrário, devemos ser especialistas no amor, que é capaz de aceitar o outro mesmo com seus defeitos, sem jamais condená-lo.
Que o Espírito Santo, aquele que conhece o mais intimo da pessoa humana, nos faça ver os irmãos com os olhos de Deus, que não condena, julga, mas que, sem preconceitos, acolhe a todos em sua misericórdia.


"MARIA: A MULHER CHEIA DE GRAÇA"

Maria de Nazaré. Porque não dizer Maria de tantos títulos, de tantos lugares e culturas. A humildade de Maria ultrapassou as fronteiras de Israel e conquistou o mundo, cumprindo assim a profecia que a mesma proferiu em seu canto: “Doravante as gerações todas me chamarão bem-aventurada” (Lc 1, 48). Maria é reconhecida como grande porque se fez pequena, reconhecida como Senhora/Rainha porque se fez serva humilde do Altíssmo Pai Celestial.
Maria, mãe de Cristo e dos homens é a cheia de graça. Deus a escolheu entre todas as mulheres da terra para ser a mãe do Salvador. Com sua vida proclamou que o Senhor fez maravilhas em seu favor.
Maria foi uma mulher repleta de alegria. Fez de sua missão de mãe e discípula de Jesus um serviço alegre. A alegria de Maria nasce do coração de Deus que olha para sua serva e realiza maravilhas em sua vida. Maria foi uma mulher que experienciou uma dupla felicidade: a de ser mãe e discípula de Jesus. Ela faz parte por excelência do número dos bem-aventurados, daqueles para os quais Jesus disse: “Felizes, antes, os que ouvem a palavra de Deus e a observam” (Lc 11, 28).
Maria, teve muitas alegrias em sua vida. No século XV, surge na Itália, com os filhos de São Francisco, a devoção as sete alegrias de Nossa Senhora ou “coroa franciscana” (Rosário franciscano formado por sete mistérios que meditam as alegrias de Nossa Senhora).
Primeira alegria de Nossa Senhora: A anunciação do Senhor: “Alegra-te cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28). Maria se alegra por receber a notícia do arcanjo Gabriel de que seria a mãe do Salvador: A alegria da jovem judia de Nazaré era a expressão de todos aqueles que esperavam a vinda do messias, do urgido do Senhor. Em Maria os anseios do povo da antiga aliança tornaram-se realidade. Com Maria, aquela que “encontrou graças diante de Deus” (Lc 1, 30), o povo da nova aliança alegrou-se pelo anúncio da salvação.
Segunda alegria de Nossa Senhora: A visita de Maria a Isabel. Maria percorre as estradas da Judéia para anunciar a sua prima Isabel a sua alegria pelas maravilhas realizadas do Senhor em sua vida.
Terceira alegria de Nossa Senhora: O nascimento de Jesus. O nascimento do Redentor foi para Maria e para todo o povo motivo de grande alegria.
Quarta alegria de Nossa Senhora: A ressurreição do Senhor. O coração de Maria exultou de alegria a encontrar-se com seu Filho ressuscitado.
Quinta alegria de Nossa Senhora: A ascensão do Senhor. Ao testemunhar com a Igreja a glorificação do Cristo, todo o ser de Maria é envolvido pela alegria. Sua alegria é um sentimento profundo de quem tem a plena confiança de que cumpriu com fidelidade a sua missão de mãe até o fim. A alegria de Maria é a da nova Eva, que põe sua confiança no Pai, que em seu filho, o novo Adão, nos faz subir aos céus.
Sexta alegria de Nossa Senhora: A infusão do Espírito Santo. Maria se torna herdeira das promessas de seu Filho aos seus seguidores. O Senhor prometeu àqueles que haviam crido nele que enviaria o Espírito Santo. Esta promessa se cumpriu na vida de Maria, quando nos cenáculo, no dia de pentecostes, recebeu mais uma vez o Espírito santificador.
Sétima alegria de Nossa Senhora: A sua Assunção. Semelhante a seu Filho, Maria foi elevada de corpo e alma à glória celeste, onde sentou-se à direita de seu Filho, o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Maria, mulher cheia de graça, cheia de paz, cheia de alegria. Na escola de Maria, onde o Mestre é aquele a quem ela acolhe no seu ventre e nos seus braços, aprendemos que a maior homenagem que podemos prestá-la consiste em procurar viver o seu mandamento: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2, 5).
Maria nos ensina que a verdadeira alegria funda-se na entrega plena de si mesmo, procurando em tudo realizar a vontade do Pai. Maria nos indica que quando nos abrirmos a graça de Deus, maravilhas são realizadas em nossas vidas, pois “para Deus, com efeito, nada é impossível” (Lc 1, 37).
A Maria redemos homanagens porque é Mãe de nossa luz, de nossa vida, mãe da nossa salvação: Jesus Cristo. Afirma santo Elredo: “Quem não honra a mãe, sem dúvida alguma, despreza o filho”. Homenagear Maria é uma atitude própria dos filhos que cumprem o mandamento do Senhor, que diz: “honra teu pai e tua mãe” (Dt 5, 16).
A verdadeira devoção a Nossa Senhora não consiste numa prática exterior (aplausos, louvores, preces) mas numa decisão interior de querer consagrar-se totalmente para Deus e aos irmãos, como fez a mesma. Aproximar-se de Maria siginifa experimentar da graça de Deus que foi derramada em sua vida.

"CONTEMPLANDO A IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE"

A imagem enquanto manifestação artisítica é a expressão concreta de uma idéia ou sentimento interior. Ela é um sinal que nos aponta a uma dimensão maior daquilo que nós vemos ou tocamos. Assim, a imagem de Nossa Senhora da Piedade tem seu valor, pois nos permite reportarmos a pessoa e a vida de Maria. Ao Contemplarmos a imagem de Maria com Jesus nos braços, somos tocados pelo seu exemplo de mãe terna e compassiva, que toma em seus braços não somente seu filho Jesus, mas toda a humanidade ferida, machucada em sua existência. Na imagem de Nossa Senhora da Piedade contemplamos o sinal resplandescente do Deus da consolação.
Vivemos na era das imagens. Algumas das imagens apresentadas pela sociedade hedonista, consumista e relativista tentam ofuscar a imagem do Deus invisível, manifestada em Jesus Cristo. A imagem de Nossa Senhora da Piedade, ao contrário, apresenta nos seus braços maternos a pessoa de Jesus, luz do mundo, porta que salva, abrigo dos que sofrem, verdade dos que vivem nas trevas do erro, vida para os que estão mergulhados nas mais diversas situações de morte. No colo da Mãe da Piedade, cada um de nós, seus filhos e filhas, podemos encontrar a consolação para as nossas mais diversas angústias e tristezas.
Uma das mais belas imagens que podemos contemplar é aquela da mãe com seu filhinho nos braços. Uma das mais tristes imagens que podemos observar é aquela da mãe derramando suas lágrimas pela morte de seu filho . Na imagem de Nossa Senhora da Piedade, esta realidade se faz presente. Sua imagem nos faz vir à memória imagens reais de tantas mães marias de hoje, que choram por não poderem mais acariciar seus filhos queridos, por não poderem mais tê-los em seus colos, pois foram mortos nas guerras, vítimados pelo tráfico organizado, eliminados pelo vício das drogas.
A contemplação da imagem de Nossa Senhora da Piedade deve nos atrair a sermos no mundo marcado pela indiferença, imagens visíveis do amor, da compaixão e da ternura de Deus. Fixemos o nosso olhar para a imagem de Nossa Senhora da Piedade e imprimamos a imagem de seu Filho em nossos corações e ações.

"SOIS TEMPLO DE DEUS" 1Cor 3, 16

Meu amado irmão, minha amada irmã em Cristo Jesus, hoje, mais do que nunca precisamos tomar consciência de que somos membros da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Igreja somos todos nós, “seara de Deus, o edifício de Deus, “templo de Deus” (1Cor 3, 9.16). Portanto, temos uma imensa responsabilidade para com a edificação da Igreja. Ao invés de jogarmos pedra na Igreja e jugá-la por suas fraquezas, precisamos nos sentir responsáveis para torná-la mais santa e fiel a Jesus, seu fundador e fundamento. Se a Igreja não caminha pelas vias da mudança e da purificação é porque nós desistimos de dar um passo. A Igreja melhor que sonhamos construir só será possível com a colaboração de cada um de seus membros. Neste processo de construção não podemos nos omitir de colocar os tijolos dos nossos dons e serviços disponíveis para o bem de todos e de cada um, principalmente daqueles que gritam pela nossa atenção e por um gesto de ternura.
O Póstolo Paulo, escrevendo à comunidade de Corinto, compara a Igreja a um corpo constituído de muitos membros e que tem como cabeça Cristo (1Cor 12, 22-29). Pelo batismo formamos uma unidade, onde cada membro, apesar das diferenças, tem uma função importante e necessária para a edificação da comunidade cristã. Pelo batismo fomos revestidos de Cristo, isto é, transformados para vivermos com ele. O ser cristão passa por esse compromisso autêntico com Jesus Cristo, procurando seguir os seus passos. Ser cristão é deixar-se penetrar pela ação do Evangelho no intuito de revelar um Deus que precisa ser amado e servido. Ser cristão é estar de prontidão para renunciar os nossos projetos pessoais, muitas vezes egoístas, interesseiros, para abraçar os ideais de Cristo, mesmo que para isso tenhamos que doar nossa própria vida. Sejamos verdadeiros cristãos dando testemunho de amor a Cristo não somente por meio de palavras, mas de ações. “O Reino de Deus não consiste em palavra, mas em poder” (1Cor 4, 20). O tempo atual exige, que os que carregam consigo a identidade de cristãos, sepultem as palavras, pois já não suportamos tantos discursos e ressuscitem as ações, tendo em vista a edificação de uma comunidade eclesial onde reine os valores da paz, da simplicidade e do serviço.
Amado irmão, amada irmã, faço uso das palavras do grande missionário Paulo para vos dizer: “Já é hora de vocês acordarem” (Rm 13, 11). Este é o momento de despertar o nossso ser cristão adormecido, que nos impede de nos levantar do nosso comodismo para participar das atividades religiosas da Igreja. É dever de todos nós, filhos e filhas da mãe Igreja, participar das celebrações no dia consagrado ao Senhor e das reuniões. É isso que nos lembra a Sagrada Escritura: “Não deixemos de frequentar as nossas reuniões, como alguns costumam deixar” (Hb 10, 25). Façamos de nossas vidas um contínuo sacrifício de louvor, agradecimento e doação, pois tudo o que somos e temos deve ser para Cristo.
“Venham, pois tudo está pronto” (Lc 14, 17). Que cada um se sinta convidado a participar de todas as atividades promovidas pela Igreja, pois ainda há lugar. É o Mestre que nos faz este convite por meio de seus mensageiros, quando diz: “Saí pelas estradas e caminhos, e façam as pessoas virem aqui, para que a casa fique cheia” (Lc 14, 22).
“Coragem, levante-se porque Jesus está chamando você” (Mc 10, 49). Digo-vos: não nos cansemos! Corramos, corramos e corramos com perseverança tendo como objetivo primordial fazer da nossa Igreja um verdadeiro santuário onde se ama a Deus e aos irmãos. Aproximemo-nos do Senhor Jesus como pedras vivas para darmos continuidade na construção de uma Igreja viva, alegre, servidora, cada vez mais discípula e missionária de Jesus.

"PREGAÇÃO DO TERCEIRO DOMINGO DA PÁSCOA"

"A VOCAÇÃO DA FAMÍLIA"


Escute a pregação feita na Igreja da Piedade, Salvador/BA sobre a vocação da Família.

"AS FLORES FLORESCEM NA TERRA" Ct 2, 12



Dia 11 de agosto celebra-se o dia Santa Clara. Esta mulher é de grande importância para a Ordem Francisca e para a Igreja. Sua vida foi repleta de virtudes.
As flores florescem no na terra" (Ct 2, 12). Clara é esta flor que plantada no canteiro de Assis fez exalar o mais precioso perfume. Na sociedade do seu tempo que fazia questão de exalar o mal odor do poder, das posses e do luxo, ela ópta por ser a plantinha que exala o perfume da humildade, da pobreza, simplicidade.
Clara é o seu nome. Clara foi o seu viver. Clara é uma daquelas mulheres que aperece de vez em quando na terra. Sua vida tornou-se uma luz. Numa sociedade obcurecida pelas trevas do pecado, Clara faz resplandecer com sua vida os raios claros do Evangelho. “Clara de nome, mais por sua vida e clarissíma nas virtudes”(1Cl 8)

Click no link abaixo e escute a pregação feita no dia de sua festa: